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Comunicação - Espírto: ? - Médium: ? - 08/10/1865

Paris, 8 de outubro de 1865.

Sessão sonambúlica do senhor Morin.

]A Sociedade de Paris.[

O sujeito que está sendo colocado em estado de sonambulismo é requisitado pelo senhor Allan Kardec para, gentilmente, reportar-se à reunião da Sociedade, na sexta-feira, 6 de outubro de 1865. Depois de se virar para a direção da rua Sainte-Anne, o senhor Morin disse: “Estou aqui; o que deseja saber?”

Pergunta: Examine um pouco a impressão geral produzida pela sessão da última sexta-feira sobre os sócios e os visitantes. Diga-nos também por que o senhor D’Ambel se absteve de tomar seu lugar como médium?

Após longo silêncio, durante o qual o senhor Morin parece examinar cada assistente e percorrer as filas na ordem em que foram realmente dispostas, ele diz:

A maioria dos membros da Sociedade veio para essa primeira sessão com o pressentimento, a persuasão íntima de que se havia dito ou feito qualquer coisa que deteria ainda mais sua opinião; eles pressentiram isso sem saber por que, e sem poder explicar o que seria; eles vieram de alma aberta, com a convicção de sair mais sólidos na sua crença do que quando entraram; persuadidos de que ouviriam boas palavras, que acalmariam sua apreensão e dissipariam o sentimento de dúvida que se elevou no seu ser, sobre eles mesmos e sobre outros. Eles sentiram qualquer coisa que lhes dizia: “vá e espere”, e essa esperança não foi frustrada. Para muitos, o que se passou foi esperado. Outros não pressentiram isso de modo algum. Eles esperavam ou um silêncio completo, ou um ataque frontal: esses não são os melhores. Os primeiros são sinceros; os outros... há mais do que dúvida.

Essa primeira sessão agiu de duas maneiras bem diferentes sobre os assistentes. Uns sentiram o dedo na ferida que, segundo seus pensamentos íntimos, se não cicatrizou, ao menos pôs-se na presença do remédio salutar, para a sua cura. Em outros também se colocou o dedo na ferida, mas esses sentiram uma dor, plena de perigo, e se perguntaram se sairiam sãos e salvos.

Os visitantes ficaram muito edificados com a oração e o recolhimento presentes em todos os atos dessa noite: isso lhes produziu uma profunda impressão. Eles compreenderam na oração o meio mais seguro de obter resultados sérios, e essa oração (essa para os médiuns) foi um exemplo tão salutar que o orgulho, geralmente não reconhecido, foi substituído pela humildade. Encontro uma grande prova disso naquelas poucas palavras aparentemente insignificantes, às quais não se dá importância, mas que foram o incidente mais característico da noite para o mundo invisível.

O médium que as obteve é ​​franco e bem assistido, mas é dominado pelo mais tolo orgulho, que se traduz em todos os seus movimentos, nos seus gestos, nas suas palavras e nos seus atos. Na vida deste médium, não há exemplo de que ele tenha obtido uma moral pessoal; não que lhe falte uma boa assistência, mas seu orgulho exaltado repele mesmo a humildade do espírito que se comunica. A oração teve uma tal influência em todos, em particular nele, mas também em alguns espíritos que habitualmente se comunicam por ele, dando ideias de uma ordem completamente diferente: pregou-lhe a humildade e o levou a mostrar sua boa-fé, fazendo-o desejar ler o que escreveu. No início da sessão, ao ouvir o discurso do senhor Kardec e a leitura da ata, ele dizia a si mesmo: nada disso é muito difícil, eu também o faria. A sessão do senhor Dozon em particular..., mas não quero dizer a palavra. No entanto, a oração e o recolhimento lhe produziram tal efeito que ele leu as poucas linhas que obteve, e é essa, creio, a marca característica do efeito produzido. Em suma, todos os visitantes foram edificados; quanto aos sócios, eles foram afetados diferentemente; alguns foram eletrificados, fortalecidos, e outros, desconcertados.

Quanto ao senhor D’Ambel, vejo dois homens com ele! Um é seu livre-arbítrio, seu eu; o outro, a influência de seus assistentes.

Seu eu lhe dissera: não, não vá para a sessão [à qual] sua assistência lhe disse para ir. Ele não queria, a assistência queria, e como afinal o livre-arbítrio nem sempre é o mais forte, ele veio. Queríamos que ele viesse sentar-se no lugar de costume; gritamos: é seu dever; mas ele, que viera, por assim dizer, inconsciente e certamente contra si mesmo, disse: “esconda-se”, e ele realmente acreditava que estava se escondendo dos olhos de todos. Havia, assim, uma luta entre ele e seus guias; estes poderiam muito bem trazê-lo, mas não puderam fazer mais nada. Ele, ele é mau, muito mau, cheio de personalidade, de orgulho e de ideias adquiridas. Seu entorno (espiritual) é bom, mas seu ego o supera; ele o obriga a se esconder, mas sem forçá-lo a se separar completamente; ele retornará, porque tem medo e hoje ainda treme. Ele, ele está satisfeito, recomeçaria com prazer, mas sua assistência lhe diz: “você fez algo errado” e o agita. O orgulho e a inveja dominam esse homem; ele está num caminho muito ruim. Em suma, essa separação não é completa; ele é submetido a um influxo de sentimentos no qual ora é ele mesmo quem atua, ora esses guias, de modo que ele virá, não virá mais, depois retornará. Ele já fez isso e voltará a fazer. Mas, sobretudo, não ponha fé em nada que saia da boca desse homem. Ele é maldoso, falso, hipócrita; o bem quer às vezes agir sobre ele, mas o orgulho, a inveja, o ciúme, essa trilogia de paixões sempre vence.

Seria melhor para todos e para ele mesmo que ele se retirasse completamente! Ah! ele não pode mais contar com a simpática admiração de todos os que formavam sua corte. Havia muitos que o admiravam e refletiram profundamente em sua abstenção; questionavam-se o porquê; e esse ato foi interpretado de muitas maneiras, mas ninguém o interpretou favoravelmente.

Alguns pensaram que, tendo aceito, antes de qualquer pessoa, fatos que podem parecer legitimamente estranhos, tendo-os patrocinado e defendido, ele temia receber diretamente a culpa por ter avançado muito prematuramente.

Outros disseram: ele está com medo; outros, enfim, disseram a si mesmos. Hoje se alarga um abismo entre os espíritas puristas e os pequenos sectários que se formam ao nosso redor; mas, enfim, por que ele veio? ele não deveria ter vindo.

De tudo isso, resulta que, para alguns, ele se sentia fraco demais; para outros, ele estava com medo. A partir daí, tentamos perscrutar sua vida; notamos alguns detalhes que haviam passado despercebidos; cada um fez o seu comentário, não conforme, sem dúvida, a caridade espírita; nós crescemos, ampliamo-nos, e o que saiu de tudo isso foi a indiferença e o desprezo. Ele ganhou a perda de sua revista, que logo deixará de existir.

Pergunta: Você poderia nos dizer qual dos dois, o senhor D’Ambel ou o senhor Canu, domina o outro?

Resposta: A principal causa da última reviravolta do senhor D’Ambel é o senhor Canu, mas o motivo da mudança deste último não se deve ao senhor D’Ambel. Seja porque teve os olhos abertos por uma mão qualquer, que certamente não é a minha, seja porque não encontrou os resultados com os quais ele contava numa aliança dessa natureza, ele teria senão retornado, ao menos em parte, separado de sua antiga causa. Natureza oscilante, pouco firme e duvidando de tudo e de todos. Seu raciocínio pode parecer o de um homem firme, mas não o é. É uma natureza que se apaixona por uma coisa e depois regride. Ele sustentará uma teoria por a + b hoje, e mais tarde refutá-la-á por a + b. Ele emprega meios indiretos que impedem um olho inexperiente de perceber sua duplicidade; mas ele é nosso hoje; ele foi o ponto de partida para a mudança do senhor D’Ambel, com quem ele era muito mais íntimo do que é atualmente. Não é dele que virá a ruína do Espiritismo; ele não deve ser temido; o mal que ele poderia fazer está feito.

Mas eu temeria mais, eu desconfiaria mais do caráter falso e dissimulado do senhor D’Ambel. Quanto ao outro, não vejo claramente a trama de seus pensamentos; deve ter um caráter que tende a unir-se à razão do mais forte.

Pergunta: Esse fracasso para o senhor D’Ambel deve ser um grande desapontamento, e para seus interesses, se sua revista fracassar. Ele cai do pedestal em que estava; seu desejo de fazer escola está arruinado. (Ele não fará escola.) É o que ele procurava com Pezzani, de Lyon; em conjunto, eles fizeram causa comum. Esse famoso artigo, objeto de tantas críticas, foi feito de acordo com Pezzani?

Resposta: Já há desacordo entre eles. Como tudo que é ditado pelo engodo de certo egoísmo, esses dois seres se deram as mãos para cavalgar, mas com a intenção mútua de se darem um coice de jumento; atingido o objetivo, brigaram no caminho. Ainda que não abertamente, há divergências entre eles: um escreve algo que o outro não compreende no mesmo sentido; um fazia isso, o outro, aquilo; em suma, é uma associação inofensiva. Na sexta-feira, o senhor D’Ambel atraiu marcante desaprovação, o que terá consequências desastrosas para sua prosperidade material. Sua tiragem diminui, o que é um mau sinal. Se ele tivesse sido forte, teria enfrentado tudo e chegado ao seu posto; mas vendo-se fraco e pouco a pouco abandonado, foi abandonado e teve medo.

Questão: No entanto, em uma das últimas edições de sua revista, ele disse que estava conseguindo adesões de todos os lados e que foi forçado a aumentar sua tiragem; é verdade que essa iniciativa foi desaprovada?

Resposta: Quando uma revista ou um teatro vão à falência, quando um banqueiro se vê na iminência da ruína, os primeiros multiplicam os artigos; os assinantes vêm em multidões; a sala está cheia, o banqueiro dá uma festa; é um anúncio como outro qualquer, mas pior do que qualquer outro. É um homem dotado de grande inteligência; ele poderia ter realizado isso servindo ao interesse geral; mas ele não quis; ele tentou subir nos ombros da multidão; mas lá o isolamento o deslumbra e ele cairá aos pés daqueles que esmagou. Ele queria ser líder de seita, como se fosse capaz de brilhar na segunda fila; na primeira, ele nada pode; o orgulho o cega e o faz ultrapassar o objetivo.

Pergunta: Você acredita que ele vai voltar?

Resposta: Sim, eu já o disse.

Pergunta: Em seu lugar habitual?

Resposta: Hum!... tendo-o abandonado numa sessão de abertura, é difícil; ademais, ele sabe muito bem que, na próxima renovação, o seu lugar de vice-presidente não será conservado. Seu cotovelo dificilmente o incomodará mais.

Pergunta: Durante meu discurso, notei algo que até então não tinha acontecido; constatamos o seu assentimento à fé, mas eu ainda não tinha sido interrompido dessa maneira; percebi também que os sinais de satisfação não eram isolados, ao contrário, vinham de todos os pontos da assembleia.

Resposta: Acredito que não houve cabala. Eh! pois que cada palavra desse discurso não vinha preencher um vazio na alma de todos esses seres que aspiravam apenas a isso[?] A partir de então, bem-estar, contentamento e satisfação de todos. Essa unanimidade causou uma grande impressão sobre os visitantes e também sobre os tíbios. Se tivessem começado de um só ponto, dois campos teriam imediatamente se formado, um de entusiasmo e outro de silêncio absoluto, mas não, estava em toda parte. Aqueles que sentiam o nariz escorrendo se assoavam, e nada mais.

Pergunta: Creio que nossa segunda sessão produzirá pelo menos o mesmo efeito que pretendo.

Resposta: Astuto!... Você não é médium?... Você tem intuição. Vá. Você pode agir. O que vejo na forma de um projétil que vai atingir os dissimulados em pleno peito! É bom!...

Pergunta: Quando você disse um projétil, essa expressão não me surpreendeu; você verá que, na minha próxima edição da revista, envolverei a autoridade judicial e civil.

Resposta: Eu vi; mas você não queria que eu dissesse. Deve ser conciso, e assim será. Ah! o projétil é vermelho.

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Questão: Vejamos, agora que já passou algum tempo desde a publicação do meu último livro, Céu e inferno, diga-me um pouco qual a impressão que ele tem causado ao público!

Resposta: Você não acreditaria, mas, do total de vendas, há um bom um terço, e mesmo mais, nas mãos dos jesuítas. Haverá muitas refutações, assim vejo, mas não sabem onde atacá-lo; eles estão muito constrangidos. Foram pegos e açoitados com suas próprias forças; esse é apenas o texto do nosso ensinamento, não se pode dizer nada, e, entretanto, tenta-se, e o notável é que todos concordam em começar a refutação pelo final, porque não se pode atacar o início. É muito entediante, muito desagradável! Em toda parte, há partidarismo na refutação. Pluma na mão, ataca-se a segunda parte; mas quando é preciso falar da primeira… impossível! É bem espinhoso responder a essa parte. É tão difícil que roem as unhas, e as dos jesuítas são tão roídas que as suas mãos se transformaram em patas de veludo.

Ah, como eles se culpam e como estão desesperados por não terem se apropriado dessa ideia desde o início, mas é tarde demais, tarde demais para tudo, tarde demais para assumi-la! tarde demais para fundi-las! Eles estão enfraquecidos; empurremos, pois se pararmos, cairemos, e se não cedermos, iremos o máximo que pudermos; mas eles fazem um bom progresso!... Há um grande sentimento de medo, manifesto pelo silêncio geral, e que é dominado pelo arrependimento por não terem se juntado a nós logo de saída. Começamos a acertá-los de frente. Eles não podem refutar as manifestações; eles agora não mais as tratam como absurdos, mas as colocam na alta conta do demônio, enquanto discretamente reconhecem a sua realidade.

Eles temem; mas não saberiam renunciar a uma dominação, que seria sua ruína, a todas essas reverências por todos esses reverendos, seu orgulho e sua riqueza; no entanto, fazem duras concessões e, sem ver ainda todo o perigo, pressentem a catástrofe.

Questão: O que eles gostariam de fazer comigo? Como eles ainda não pensaram em tentar me cooptar?

Resposta: Eles nunca poderiam ter pensado em nada parecido. Cada palavra, cada escrito que saem de sua pluma são muito firmes e exprimem, muito vivamente, uma profunda convicção que não se pode sequer supor!... Não, eles não pensaram nisso. Só que eles o escrutinaram e o estudaram bem; eles lhe apresentaram pessoas que lhes deram boas informações; mas você sabe, à primeira vista, se pode ou não contar com alguém; os seus olhos facilmente desmascaram a hipocrisia; você é um verdadeiro farejador de jesuítas. Você os sente, e eles não lhe podem escapar.

Quanto ao que queriam fazer com você, se todos os anátemas lançados contra você tivessem sido capazes de formar um projétil muito perigoso, muito afiado, você, há muito, não seria mais deste mundo!

Daqui a um ano, um ano e meio no máximo, você porá um senão sobre o fato; pelo menos, você os obrigará a repará-lo; não serão um ou vários homens, será uma máquina, você tomará uma, digo apenas isso.

Senhor Allan Kardec: Eu sei disso!

Senhor Morin: Ah, e eu sei quem a levará; ele está aqui, aquele.

Senhor Allan Kardec: É esse aqui, não é? – diz –, referindo-se ao senhor Tailleur; ele está aqui para isso, eis a missão dele.

Senhor Morin: Sim, o senhor Tailleur aceitará. O homem está muito comovido, o rosto coberto de lágrimas, ele diz.

Conversemos sobre outra coisa. _______

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Paris 8 Octobre 1865.

Séance somnambulique de M.r Morin.

]La Société de Paris.[

Le sujet étant mis en état de somnambulisme est prié par M. Allan Kardec de bien vouloir se reporter à la séance de la Société du vendredi 6 octobre 1865. - Après s’être tourné dans la direction de la rue S.te Anne, M.r Morin dit : J’y suis ; que voulez vous savoir ?

Question - Examinez un peu l’impression générale produite par la séance de vendredi dernier, sur les sociétaires et sur les étrangers. Dites-nous aussi pourquoi M.r D’Ambel s’est abstenu de prendre sa place comme médium ?

Assez long silence pendant lequel M. Morin semble examiner chaque assistant et parcourir les rangs dans l’ordre où ils étaient <réllement> disposés ; alors, il dit :

La majorité des membres de la Société se sont rendus à cette première séance avec le pressentiment, la persuasion intime, qu’il y aurait de dit ou de fait quelque chose qui arrêterait encore davantage leur opinion ; ils pressentaient ce quelque chose sans savoir pourquoi, et sans pouvoir s’expliquer ce que ce serait ; ils venaient l’âme ouverte avec la conviction de sortir plus solides dans leur croyance que quand ils étaient entrés ; persuadés qu’on leur ferait entendre des paroles bien senties qui calmeraient leur appréhension et dissiperaient le sentiment de doute qui s’était élevé en leur être sur eux-mêmes et les autres. Ils ont senti quelque chose qui leur disait va et espère et cette espérance n’a pas été déçue. Pour beaucoup ce que l’on attendait a eu lieu. - D’autres ne pressentaient pas cela du tout. Ils s’attendaient soit à un silence complet, soit à une attaque de front ; ceux-là ne sont pas les meilleurs. Les premiers sont sincères ; les autres ... il y a plus que doute.

Cette première séance a agi de deux manières bien différentes sur les assistants. Les uns ont senti mettre le doigt sur la plaie qui, selon leur pensée intime a été sinon cicatrisée du moins mise en présence du remède salutaire, à son extinction. Pour d’autres, on a mis également le doigt sur la plaie, mais, ils l’ont sentie cuisante, pleine de dangers et se sont demandés s’ils en sortiraient sains et saufs.

Les étrangers ont été très édifiés, par la prière, et le recueillement, qui a présidé à tous les actes de cette soirée, a produit sur eux une profonde impression. Ils ont <vu> dans la prière le plus sûr moyen d’obtenir des résultats sérieux et cette prière (celle pour les médiums) a été d’un exemple tellement salutaire que l’orgueil qui généralement ne s’avoue pas s’est vu remplacé par l’humilité. J’en trouve une bien grande preuve dans ces quelques paroles qui ont paru insignifiantes et auxquelles on n’a attaché aucune importance et qui cependant ont été l’incident le plus caractéristique de la soirée pour le monde invisible.

Le médium qui les a obtenues est franc et bien assisté, mais il est dominé par le plus sot orgueil qui se traduit dans tous ses mouvements, dans ses gestes, comme dans ses paroles et dans ses actes. Il n’y a pas d'exemple dans la vie de ce médium, qu’il ait obtenu une morale personnelle, non qu’une bonne assistance lui manque, mais son orgueil exalté repousse jusqu’à l’humilité même de l’esprit qui se communique. La prière a eu une telle influence sur tous, sur lui en particulier et aussi sur quelques esprits que celui qui se communique habituellement à cet homme avec des idées d’un tout autre ordre, lui a prêché l’humilité et l’a amené à montrer sa bonne foi en lui faisant désirer de lire ce qu’il avait écrit. Au commencement de la séance, il se disait en entendant le discours de M. Kardec et aussi la lecture des procès verbaux ; rien de tout cela n’est bien difficile, je le ferais bien aussi. La séance de M. Dozon l’a en particulier... mais je ne veux pas dire le mot. Cependant la prière et le recueillement ont produit sur lui un tel effet qu’il a lu les quelques lignes qu’il a obtenues et c’est là je crois la marque caractéristique de l’effet produit. En somme tous les étrangers ont été édifiés ; pour les sociétaires, ils ont été différemment affectés ; les uns ont été électrisés, raffermis, et les autres désarçonnés.

Quant à M.r D’Ambel, je vois deux hommes chez lui ! l’un qui est son libre arbitre, son moi ; l’autre l’influence de ses assistants.

Son moi lui avait dit : non, ne va pas à la séance<.> Son assistance lui a dit va. Lui, ne <voulaient> pas, l’assistance voulait, et comme après tout le libre arbitre n’est pas toujours le plus fort, il est venu. On voulait qu’il vint s’asseoir à sa place ordinaire, on lui criait, c’est ton devoir ; mais lui qui était venu pour ainsi dire inconsciemment et certainement malgré lui-même se disait : cache-toi, et il croyait en réalité se cacher aux yeux de tous. Il y avait ainsi lutte entre son moi et ses guides ; ceux-ci ont bien pu le faire venir, mais ils n’ont rien pu faire de plus. Lui, il est mauvais, bien mauvais, plein de personnalité, d’orgueil et d’idées acquises. Son entourage (spirituel) est bon, mais son moi l’emporte ; il le force à se cacher, sans cependant le contraindre à se séparer complètement ; il reviendra, car il a peur et aujourd’hui il tremble encore. Lui, il est satisfait, il recommencerait volontiers, mais son assistance lui dit tu as mal fait et l’agite. L’orgueil et l’envie dominent cet homme ; il est sur une bien mauvaise route. Somme toute cette séparation n’est pas complète ; il est soumis à un ballotage de sentiments où tantôt c’est lui-même qui agit et tantôt ses guides, de sorte qu’il viendra, ne viendra plus, puis reviendra. Il l’a déjà fait, le fera encore. Mais surtout n’ajoutez foi à rien de ce qui sort de la bouche de cet homme. Il est méchant, faux, hypocrite ; le bien veut quelquefois agir sur lui, mais l’orgueil, l’envie, la jalousie, cette trilogie de passions l’emporte toujours.

Il voudrait mieux pour tous et pour lui qu’il se retirâit complètement ! Ah ! il ne peut plus compter sur la sympathique admiration de tous ceux qui formaient sa cour. Il y en a beaucoup qui l’admiraient et qui ont réfléchi profondément à son abstention ; on s’est demandé le pourquoi ; et cet acte a été interprété de bien des façons, mais aucun ne l’a interprété favorablement.

Les uns ont pensé qu’ayant accepté avant tout le monde des faits qui <à> bon droit pouvaient paraître étranges, les ayant patronnés et prônés, il avait craint de recevoir directement un blâme pour s’être avancé trop prématurément.

D’autres on dit: il a peur ; d’autres enfin se sont dits. Aujourd’hui un abîme s’est creusé entre les puristes spirites et les petits sectaires qui se forment autour de nous ; mais enfin pourquoi est-il venu ? il n’eut pas <dû> venir.

De tout cela, il ressort que pour les uns, il s’est senti trop <faible>, pour d’autres il a eu peur ; de là on a cherché à <scruter> sa vie, on a remarqué certains détails qui étaient passés inaperçus ; chacun a fait son commentaire, non conforme sans doute à la charité spirite, on a agrandi, amplifié et ce qui est sorti de tout cela, c’est l’indifférence et le mépris. Il y a gagné la perte de son journal qui cessera bientôt d’exister.

Question - Pourriez-vous nous dire lequel de M.r D’Ambel ou de M.r Canu domine l’autre ?

Rép. La cause 1ère du dernier revirement de M.r D’Ambel est M. Canu, mais celle du changement de celui-ci n’est pas dû à M. D’Ambel ; soit qu’il ait eu les yeux ouverts par une main quelconque, qui certes, n’est pas la mienne, soit qu’il n’ait pas <trouvé> les résultats sur lesquels il comptait dans une alliance de cette nature, il est sinon tout à fait revenu, au moins en partie séparé de son ancienne cause. Nature ballotante, peu ferme et doutant de tout et de tous[.] Son raisonnement peut paraître celui d’un homme ferme[,] il n’en est rien. C’est une nature qui se passionne pour une chose et retombe après. Il soutiendra une théorie par a + b aujourd’hui et plus tard il la réfutera par a + b. Il emploie des moyens détournés qui empêchent à un œil inexpérimenté d’apercevoir sa duplicité ; mais il est nôtre aujourd’hui ; il a été le point de départ du changement de M. D’Ambel avec lequel il a été beaucoup plus intime qu’il ne l’est aujourd’hui. Ce n’est pas de lui que viendra la ruine du Spiritisme ; il n’est pas à craindre ; le mal qu’il pourrait faire est fait.

Mais je craindrais davantage, je me méfierais plus du caractère faux et dissimulé de M.r D’Ambel. Pour l’autre, je ne vois pas bien clairement la trame de ses pensées ; ce doit être un caractère à se rallier à la raison du plus fort.

Question - Cet échec pour M. D’Ambel doit être un grand désappointement, et pour ses intérêts si son journal déchoit. Il tombe du piédestal sur lequel il se haussait, son désir de faire école se trouve ruiné. (Il ne fera pas d’école.) C’est ce qu’il cherchait conjointement avec Pezzani de Lyon ; ils faisaient cause commune ensemble. Ce fameux article, objet de tant de critiques a été fait d’accord avec Pezzani?

Réponse - Il y a déjà désaccord entre eux. - Comme tout ce qui est dicté par l’appât d’un égoïsme quelconque, <ces> deux êtres qui se sont donnés la main pour monter, mais avec l’intention mutuelle de se donner <un> coup de pied de l’âne, une fois au but, se sont brouillés en chemin ; non qu’ils le soient ouvertement ; mais il y a des divergences ; l’un écrit une chose que l’autre ne voit pas dans le même sens ; l’un <ferait> ceci l’autre cela, en somme, c’est une association peu dangereuse. M. D’Ambel s’est attiré vendredi une déconsidération marquée, qui aura des suites désastreuses pour sa prospérité matérielle. Son tirage diminue, c’est mauvais signe. S’il eût été fort, il aurait tout bravé et serait <venu> à son poste ; mais se voyant faible et peu à peu abandonné ; il a été lâche, il a eu peur.

Question. - Cependant, dans l’un des derniers numéros de son journal, il a dit qu’il recevait des adhésions de tous côtés et qu’il était obligé d’augmenter son émission ; il est vrai que cette démarche a été désapprouvée ?

Réponse - Lorsqu’un journal ou un théâtre tombent, lorsqu’un banquier se voit en proie d’une ruine imminente, les premiers multiplient les articles ; les abonnés viennent en foule, la salle est comble, le banquier donne une fête ; c’est une réclame comme une autre, mais plus mauvaise qu’une autre[.] C’est homme est doué d’une grande intelligence ; il eût pu la faire servir à l’intérêt général ; mais il ne l’a pas voulu ; il a tenté de monter sur les épaules de la foule ; mais là l’isolement l’éblouit et il tombera sous les pieds de ceux qu’il a <écrasé[s]>. Il voulait se faire chef de secte, mais s’il était capable de briller au second rang ; au premier, il ne peut rien ; l’orgueil l’aveugle et lui fait dépasser le but.

Question - Croyez-vous qu’il revienne. Réponse. Oui, je l’ai dit.

Q. <À> sa place habituelle. Rép. hum !… l’ayant abandonnée à une séance d’ouverture, c’est difficile et du reste, il sait bien qu’au prochain renouvellement sa place de vice-président ne lui sera point conservée. Son coude ne vous gènera plus guère désormais.

Q. Pendant mon discours, j’ai remarqué une chose qui jusqu’alors n’avait pas eu lieu ; on donnait bien son assentiment à la foi, mais je n’avais pas encore été interrompu de la sorte ; j’ai remarqué aussi que les marques de satisfaction n’étaient pas isolées, mais qu’elles partaient au contraire, de tous les points de l’assemblée.

Rép. Je crois bien, il n’y avait pas de cabale. Eh ! puis est-ce que chaque parole de ce discours, ne venait pas combler un vide dans l’âme de tous ces êtres qui n’aspiraient qu’à cela[?]. De là bien-être, contentement satisfaction de tous. Cette unanimité a fait une <grande> impression sur les étrangers et aussi sur les tièdes. <S’ils> eussent parti d’un seul point, il se fût aussitôt formé deux camps, l’un d’enthousiasme et l’autre de silence <absolu>, mais non, c’était partout. Ceux qui se sont sentis morveux se sont mouchés, voilà tout.

Q. Je crois que notre seconde séance produira au moins autant d’effet parce que je compte y faire ?

Rép. Cachottier!… - Vous n’êtes pas médium ?... Vous avez de l’intuition - allez - vous pouvez agir. Ce que je vois <a> la forme d’un boulet qui va frapper les faux en pleine poitrine ! C’est bon !…

Question. Lorsque vous avez dit un boulet[,] cette expression ne m’a pas surpris et vous verrez mon prochain numéro de la <revue> je ferai intervenir l’autorité judiciaire et civile.

Réponse. Je l’ai bien vu ; mais vous ne vouliez pas que je le dise. Il faut que ce soit sec, et cela le sera ; ah ! il est rouge le boulet.

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Question. Voyons, maintenant qu’il y a déjà quelque temps d’écoulé depuis la publication de mon dernier ouvrage Ciel et Enfer, dites-moi un peu quelle impression a été produite sur le public !

Réponse - Vous ne croiriez pas que sur le chiffre total de la vente, il y en a un bon tiers et même plus entre les mains des jésuites. Il y aura bien des réfutations je les vois, mais <on> ne sait par où l’attaquer ; ils sont bien embarrassés. On les prend et les fouette avec leur propre fouet ; ce n’est que le texte de notre enseignement, on ne peut rien dire, et cependant on essaye et ce qu’il y a de remarquable c’est que <tous> s’accorde à commencer la réfutation par la fin, parce qu’on ne peut pas attaquer le commencement. C’est bien ennuyeux, bien désagréable ! Partout, il y a parti pris de réfutation. La plume à la main, on attaque la 2ème partie ; mais lorsqu’il faut parler de la 1ère,… impossible ! C’est bien épineux pour y répondre ; c’est si difficile qu’on se ronge les ongles et ceux des jésuites sont tellement rongés que leurs mains sont devenues pattes de velours.

Ah qu’ils se font de reproches et qu’ils sont désespérés de ne pas s’être appropriés cette idée dès <le début>, mais il est trop tard, trop tard pour tout ; trop tard pour accaparer ! trop tard pour <fusionner> ! Ils en sont <réduits> ; poussons, si nous nous arrêtons, nous tombons, et si nous ne cédons pas nous irons tant que nous pourrons ; mais, ils font bien du progrès !... Il y a un grand sentiment de crainte manifeste par le silence général et qui est dominé par le regret de ne pas s’être ralliés à nous de prime-abord. On commence à les heurter de front et ils ne peuvent réfuter les manifestations ; aussi, ils ne les traitent déjà plus d’absurdités comme naguère, mais les mettent bien haut sur le compte du diable, tout en reconnaissant tout bas leur réalité.

Ils craignent ; mais, ils ne sauraient renoncer à une domination qui est leur ruine, à toutes ces révérences pour tous ces révérends, à leur orgueil et leur richesses ; et cependant ils font de rudes concessions et sans voir encore tout le péril, ils pressentent la catastrophe.

Question. Que voudraient-ils faire de moi ? Comment n’ont-ils pas encore <songé> à chercher à me gagner ?

Réponse. Ils n’ont jamais pu songer à rien de cette sorte[,] chacun des mots, chacun des écrits qui sortent de votre plume sont trop fermes et expriment trop vivement une profonde conviction pour qu’on puisse jamais supposer !... Non, ils n’ont pas songé à cela. Seulement, ils vous ont bien scruté, bien étudié ; ils ont introduit près de vous des gens qui les ont bien <renseignés> ; mais vous savez bien à première vue si vous pouvez oui ou non compter sur quelqu'un, vos yeux démasquent facilement l’hypocrisie ; vous êtes un vrai limier de jésuites. Vous les sentez, et ils ne peuvent vous échapper.

Quant à ce que l’on a voulu faire de vous, si tous les anathèmes lancés contre vous, avaient pu former un projectile bien dangereux, bien acéré, depuis longtemps vous ne seriez plus de ce monde !

D’ici à 1 an, 1 an ½ au plus, vous en prendrez un sinon sur le <fait> ; du moins vous lui ferez rendre gorge ; ce ne sera pas un ou plusieurs hommes, ce sera une machine vous en prendrez un, je ne vous dis que cela.

- M. Allan Kardec - Je le sais !

- M. Morin: - Ah, et je sais qui le prendra ; il est ici, celui-là.

- M. Allan Kardec, C’est celui-ci n’est-ce pas [?], dit-il, en désignant M. Tailleur, il est ici pour cela, c’est sa mission.

M. Morin. Oui c’est monsieur Tailleur qui le prendra. Le sujet est très ému, la figure couverte de pleurs ; il dit.

Parlons d’autres choses. _______