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Carta

Carta de Allan Kardec para Amélie Gabrielle Boudet - 27/09/1844

Senhora

Senhora Rivail

Na senhora Boudet

No Château du Loir

Sarthe

[Carimbo de saída] PARIS, 27 SETEMBRO 44 (60)
[Carimbo de chegada] CHÂTEAU-DU-LOIR, 28 SETEMBRO 1844 (71)

Paris, 27 de setembro de 1844.

Recebi tua carta, minha cara Amélie, à qual não me apressei em responder porque não havia nada de importante a te dizer, e hoje ainda não há nada de novo sobre a mesa. A volta às aulas aconteceu na segunda, mas como já era de se esperar, não foi numerosa; todos os dias os (antigos) [alunos] voltam, mas muitos ainda esperam segunda-feira ou 1o de outubro. Quanto aos novos alunos, muitos devem começar na segunda e durante a semana corrente. Eu mesmo fui visitar vários dos que estão atrasados a fim de me assegurar de suas disposições, e fiquei contente com minhas visitas. Senhora Dutrau veio pessoalmente. Seu mau humor já havia passado; fiquei contente com ela. Estelle <Michaux>, que não deveria ter retornado, veio na segunda passada. Sobre Lepage, é um assunto resolvido, ela retorna na segunda.

O quadro foi pintado, e eu fiz distribuir um certo número de circulares. Até agora, todo mundo aprovou, sem exceção, o título dado à casa; no geral, consideram que é uma boa ideia.

Todo mundo pede notícias tuas; usei como pretexto a doença de teu pai para explicar o prolongamento de tua estadia e para que considerem isso tudo natural. Não vejo, portanto, nenhum inconveniente em tua permanência aí até o dia que me informaste, e creio que será bom chegar num domingo, assim tu terás tempo de descansar após a viagem.

Nada de novo com relação ao meu tio. É impossível pedir um empréstimo, porque a senhora <Dalmas> não tem direito a assumir nenhum compromisso. Eu reencontrei o senhor <Darbonnens>, que não desistiu do negócio: se este no qual ele agora trabalha não acontecer —o que é possível, e ele me disse que ficará sabendo até o fim do mês—, então, nesse caso, ele pretende pegar o nosso.

Minha saúde está muito boa; desejo vivamente que a sua e a de seus parentes também estejam. Minha fluxão melhorou em 2 ou 3 dias.

Adeus, minha cara Amélie; beije bem minha pequena e boa Louise por mim, <com quem me divirto conversando> de todo o coração.

Sou obrigado a parar porque a hora da aula está chegando, e se eu esperar, serei obrigado a enviar a carta somente amanhã.

Adeus mais uma vez,

Com todo meu afeto,

H.L.D.R.

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Madame

Madame Rivail

chez Mr Boudet

à Château du Loir

Sarthe

[Cachet départ] PARIS 27 SEPT 44 (60)
[Cachet arrivée] CHÂTEAU-DU-LOIR, 28 SEPT 1844 (71)

Paris 27 7br 1844.

J’ai reçu ta lettre ma chère Amélie à laquelle je ne me suis pas pressé de répondre parce que je n’avais rien d’important à te dire, et aujourd’hui encore il n’y a rien de bien nouveau sur le tapis. La rentrée s’est faite lundi mais comme il fallait s’y attendre elle n’a pas été nombreuse ; tous les jours il <en> est rentré (des anciennes) mais beaucoup attendent <lundi> ou le <1er 8br>. Quant aux nouvelles il y en a plusieurs qui doivent rentrer lundi et dans le courant de la semaine. J’ai été moi-même visiter plusieurs de celles qui étaient en retard afin de m’assurer de leurs dispositions, et j’ai été content de ma tournée. M.e <Dutrau> <est venue elle-même. Sa> mauvaise humeur était « passée »; j’ai été content d’elle. Estelle <Michaux> qui ne devait pas rentrer est revenue lundi dernier. Pour <Lesage> c’est une affaire arrangée, elle va rentrer lundi.

Le tableau est peint et j’ai fait distribuer un certain nombre de circulaires. Jusqu’à présent tout le monde a approuvé sans exception le titre donné à la maison ; on pense généralement que c’est une bonne idée.

Tout le monde me demande de tes nouvelles ; je prétexte une maladie de ton père pour expliquer la prolongation de ton séjour et l’on trouve cela tout naturel. Je ne vois donc pas d’inconvénient à ce que tu restes jusqu’au jour que tu m’as indiqué, et je crois que ce sera bien d’arriver un dimanche parce que tu auras le temps de te reposer du voyage.

Rien de nouveau pour mon oncle. Il est impossible d’emprunter parce que <M.e Dalmas> n’a le droit de prendre aucun engagement. J’ai revu <M.r Darbonnens> qui ne renonce pas à l’affaire si celle dans laquelle il se trouve engagé n’avait pas lieu, ce qui est possible, et ce qu’il doit savoir d’ici à la fin du mois m’a-t-il dit ; dans ce cas il a l’intention de faire la nôtre.

Ma santé est très bonne, je souhaite bien vivement qu’il en soit de même de toi et de tes parents. Ma fluxion s’est dissipée en 2 ou 3 jours.

Adieu ma chérie Amélie, embrasse bien pour moi ma bonne petite Louise <que je parle, s’amuse> de tout cœur.

Je suis obligé de m’arrêter parce que l’heure de la classe <m’appèle> et que si j’attendais je serais obligé de remettre l’envoi de ma lettre à demain.

Adieu encore une fois,

Ton bien affectionné,

H.L.D.R.