Rascunho de carta para o senhor Rousset - 15/12/1863

De Allan Kardec ao senhor Rousset

Paris, 15 de dezembro de 1863.

Senhor Rousset, em Lyon.

Meu caro senhor,

Após a senhora Guillou me escrever sobre os detalhes do que se passou por ocasião da visita do senhor <Roffin>, eu me propus a escrever ao senhor para felicitá-lo, bem como à sua senhora Rousset, pela firmeza de ambos nessa circunstância. Sua carta veio confirmar-me as informações que eu já possuía, e estou feliz por ver que o seu devotamento à nossa santa causa não falhou. Envio também minhas sinceras felicitações aos membros do grupo que assistiam à reunião, pela moderação de que deram prova. É assim que verdadeiros e bons espíritas sempre devem agir. A conduta deles contrastou com a do senhor <Rofin>, o que não contribuiu pouco para aumentar seu mau humor; ele teria gostado que lhe houvessem respondido com coisas inconvenientes, porque isso lhe teria dado uma justificativa fundada para reclamar, ao passo que, assim, teve de ter todos os erros do seu lado. Ele, de fato, agiu de modo bem desajeitado; quis recrutar adesões à sua Sociedade entre os espíritas, e sua estreia não lhe granjeará simpatias. O senhor deve ver, em tudo isso, o começo das surdas maquinações de que falei no último número da Revista Espírita; e é uma razão para redobrar a prudência e a circunspecção.

Numa carta que recebi de outra pessoa, está dito que ele propôs esta questão: “Pergunto aos Espíritos o que pensam de nosso rei Henrique V e do destino dele em relação ao futuro da França”. Ser-me-ia muito importante saber se isso é exato. Penso que não, pois nem o senhor nem a senhora Guillou me relataram o fato.

Vi o senhor Prêle filho, que me trouxe a sua carta; tive o prazer de dar-lhe permissão para participar de nossas reuniões; eu o habilitarei também a frequentar grupos particulares.

Receba, caro senhor, bem como sua senhora, a renovada certeza de minha fraternal amizade,

Allan Kardec.

Rascunho de carta para o senhor Rousset - 15/12/1863

De Allan Kardec ao senhor Rousset

Rascunho de carta para o senhor Rousset - 15/12/1863

De Allan Kardec ao senhor Rousset

Paris 15 [X] 1863.

M. Rousset à Lyon.

Mon cher Monsieur,

Mad.e Guillou m’ayant écrit les détails de ce qui s’était passé à l’occasion de la visite de M. <Roffin>, je me proposais de vous écrire pour vous féliciter, ainsi que M.me Rousset, de votre fermeté en cette circonstance. Votre lettre est venue me confirmer les renseignements que j’avais déjà, et suis heureux de voir que votre dévoûment à notre sainte cause n’a pas fait défaut. J’adresse également mes bien sincères félicitations aux membres du groupe qui assistaient à la réunion, pour la modération dont ils ont fait preuve.* {*C’est ainsi que de vrais et bons spirites doivent toujours agir.} Leur conduite a contrasté avec celle de M. <Rofin>, ce qui n’a pas peu contribué à augmenter sa mauvaise humeur ; il aurait été enchanté qu’on lui eût répondu des choses inconvenantes, parce que cela lui aurait donné un sujet fondé de se plaindre, tandis qu’il a mis tous les torts de son côté. Au reste, il a agi bien maladroitement ; il voulait recruter des adhésions à sa Société parmi les spirites, et son début ne lui conciliera pas leurs sympathies. Vous devez voir dans tout cela le commencement des <sourdes> menées dont j’ai parlé dans le dernier* {*n.o <de la> Revue Spirite ; <et c’est une raison> pour redoubler <de prudence> et de circonspection.}

Dans une lettre que j’ai reçue à ce sujet d’une autre personne, on me dit qu’il a posé cette question : « Je demande aux Esprits ce qu’ils pensent de notre roi Henri V, et de ses destinées par rapport à l’avenir de la France. » Il m’importerait beaucoup de savoir si cela est exact. Je pense qu’il n’en est rien, puisque ni vous ni Mad. Guillou ne relatez le fait.

J’ai vu M.r Prêle fils qui m’a remis votre lettre ; je me suis fait un plaisir de lui donner une entrée pour nos réunions ; je le mettrai également à même d’aller dans des groupes particuliers.

Recevez cher Monsieur ainsi que Madame Rousset, la nouvelle assurance de mon fraternel dévoûment,

A.K.

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