Rascunho de carta para a senhora Forge - 29/03/1864

De Allan Kardec para a senhora Forge

Paris, 29 de março de 1964.

Senhora Forge, em Nantes.

Senhora,

Minha ausência impediu-me de responder antes à última carta que a senhora fez a honra de me escrever. Creia que lamento tanto quanto a senhora por aquilo que lhe pareceu ser um motivo de aborrecimento, mas igualmente creia que não houve nenhum abuso de confiança. A senhora havia me dito de seu isolamento, mas não me dissera, de maneira explícita, que assim queria permanecer. Mesmo algumas expressões de suas cartas precedentes pareciam exprimir o desgosto de não ter nenhuma relação espírita em Nantes, onde os adeptos têm sido pouco numerosos até agora. Acreditei então poder, sem indiscrição, dar seu nome a uma pessoa de confiança que se encontrava nessa cidade, mas fique certa de que seu nome não figura em nenhuma lista de Sociedades. Se eu soubesse a importância que a senhora confere ao fato de não ser conhecida, não me teria permitido citar o seu nome e, doravante, fique tranquila que isso não se repetirá.

Li atentamente as comunicações espíritas que a senhora me enviou; nelas está patente o eminente caráter de benevolência da parte do Espírito que lhas ditou e encerram excelentes conselhos e encorajamentos que a devem fortalecer em suas provações.

Dentro de poucos dias aparecerá [ileg.] uma nova obra que acabo de terminar, e não tenho dúvida de que a senhora haurirá nela grandes consolações, pois ela toca em todas as posições da vida. Tem a mesma importância de O Livro dos Espíritos. Se a senhora desejá-la, eu lha mandarei quando aparecer. Será anunciada, aliás, no próximo número da Revista.

Renovo-lhe, senhora, a expressão de minhas sinceras escusas e peço-lhe crer em minha inteira dedicação,

Allan Kardec.

Rascunho de carta para a senhora Forge - 29/03/1864

De Allan Kardec para a senhora Forge

Rascunho de carta para a senhora Forge - 29/03/1864

De Allan Kardec para a senhora Forge

Paris, 29 mars 1864.

Mad. Forge de Nantes.

Madame,

Une absence que j’ai faite m’a empêché de répondre plus tôt à la dernière lettre que vous m’avez fait l’honneur de m’écrire. Croyez bien que je suis aussi désolé que vous de ce qui a pu être pour vous une cause de contrariété ; mais croyez bien aussi qu’il n’y a eu nul abus de confiance. Vous m’aviez parlé de votre isolement, mais vous ne m’aviez point dit d’une manière explicite que vous teniez à y rester. Certaines expressions même de vos précédentes lettres semblaient exprimer le regret de n’avoir aucune relation spirite à Nantes, où les adeptes ont été peu nombreux jusqu’à ce jour. J’ai donc cru pouvoir, sans indiscrétion, donner votre nom à une personne de confiance qui se rendait dans cette ville, mais soyez certaine que votre nom ne figure sur aucune liste de <Sociétés>. Si j’avais su le prix que vous attachez à n’être pas connue, je ne me le serais pas permis, et dorénavant vous pouvez être assurée que pareille chose ne se renouvellera pas.

J’ai lu attentivement les comm.ons que vous m’avez envoyées ; elles sont empreintes d’un éminent caractère de bienveillance de la part de l’Esprit qui vous les a dictées, et renferment d’excellents conseils et des encouragements qui doivent vous fortifier dans vos épreuves.

Dans peu de jours paraîtra [illis.] un nouvel ouvrage que je viens de terminer, et où je ne doute pas que vous ne puisiez de grandes consolations parce qu’il touche à toutes les positions de la vie. Il est de l’importance du Livre des Esprits. Si vous le désirez je vous l’adresserai quand il aura paru. Il sera d’ailleurs annoncé dans le prochain n.o de la Revue.

Je vous renouvelle, Madame, l’expression de mes sincères regrets et vous prie de croire à mon entier dévoûment,

A.K.

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