Prece - 1857 [1]

De Allan Kardec

]I[

][ileg.][

]1857[

Senhor Deus Todo-Poderoso,

Visto que Vós vos dignastes a me escolher para desenvolver os princípios da doutrina espírita, eu aceito essa missão com reconhecimento e humildade; dai-me a força para cumpri-la, para o bem da humanidade, e fazei com que eu não conceba nem orgulho nem ambição.

Venho vos pedir, Senhor, que me concedais uma graça a mais, a de poder completar minha obra, colocando-me em condições de executar o plano que concebi, se o julgais útil. Se eu peço ter os meios para realizá-la por mim mesmo, não é para dela me glorificar nem para usá-la em meu proveito, mas para conduzir os meios de execução, em vista de uma maior unidade de princípios, e de estar mais livre para agir, do que se estivesse à mercê de pessoas estranhas, que talvez teriam ideias em desacordo com as minhas. O que vos peço, Senhor, é poder fazer mais do que fiz até hoje, e que não posso fazer na minha condição. Eu gostaria que esses meios de execução fossem fruto do meu trabalho; eu os consagraria de todo o meu coração à obra que empreendi, mas neste estado de coisas é-me impossível pensar em produzir esses recursos, entregando-me a um empreendimento qualquer, que, ademais, seria em prejuízo dos meus trabalhos, e que nem minha idade, nem meus hábitos permitiriam. Esses meios, portanto, só podem vir de Vós, Senhor, e pelas vias que convier à vossa divina Providência.

Os Espíritos me disseram: quem quer o fim, quer os meios; ora, nós queremos o fim, portanto, também queremos os meios. Essas palavras me levam a esperar que está em vossos desígnios supremos me fornecer os meios que me faltam para chegar ao fim; eis por que junto a minha voz à deles, para vos suplicar a apressar o momento em que poderei me entregar sem reservas e sem entraves aos trabalhos que devem completar a obra que empreendi; pois as circunstâncias me parecem demonstrar que o momento chegou. Os Espíritos me disseram também que meu projeto me foi inspirado por eles, assim ouso acreditar que ele é do vosso agrado, e que provereis à sua execução; eis o favor que solicito com todas as forças da minha alma, e que vos suplico dignar me conceder, se me julgais digno.

Prece - 1857 [1]

De Allan Kardec

Prece - 1857 [1]

De Allan Kardec

]I[

][illis.][

]1857[

S.D.T.P.

Puisque vous avez daigné me choisir pour [illis.] développer les principes de la doctrine spirite, j’accepte cette mission avec reconnaissance et humilité ; donnez-moi la force de l’accomplir pour le bien de l’humanité et faites que je n’en conçoive ni orgueil ni ambition.

Je viens vous prier S. de m’accorder une grâce de plus c’est de pouvoir compléter mon œuvre, en me mettant à même d’exécuter le plan que j’ai conçu si vous le jugez utile. Si je demande d’avoir les moyens de le faire par moi-même, ce n’est ni pour m’en glorifier, ni pour en user à mon profit, mais afin de diriger les moyens d’exécution en vue d’une plus grande unité de principes, et d’être plus libre d’agir que si j’étais à la discrétion de personnes étrangères, qui peut-être auraient des idées qui ne concorderaient pas avec les miennes. Ce que je vous demande S. c’est de pouvoir faire plus que ce que j’ai fait jusqu’à ce jour, et [illis.] je ne puis le faire dans ma position. Je voudrais que ces moyens d’exécution fussent le fruit de mon travail, je les consacrerais de grand cœur à l’œuvre que j’ai entreprise, mais dans l’état des choses il m’est impossible de songer à me créer ces ressources en me livrant à une industrie quelconque qui d’ailleurs serait au préjudice de mes travaux, et que ne me permettent ni mon âge ni mes habitudes. Ces moyens ne peuvent donc venir que de vous S. et par les voies qui conviendront à votre divine providence.

{Les Esprits m’ont dit : qui veut la fin, veut les moyens, or nous voulons la fin, donc nous voulons aussi les moyens. Ces paroles me donnent à espérer qu’il est dans vos desseins suprêmes de me fournir les moyens qui me manquent pour arriver à la fin ; c’est pourquoi je joins ma voix à la leur pour vous supplier de hâter le moment où je pourrai me livrer sans réserve et sans entraves aux travaux qui doivent compléter l’œuvre que j’ai entreprise ; car les circonstances me semblent démontrer que le moment est venu. Les Esprits m’ont <dit aussi> que mon projet m’avait été inspiré par eux, <j’ose> donc croire qu’il vous est agréable, et que vous pourvoirez à son exécution ; c’est la faveur que je sollicite de toutes les forces de mon âme <et> que je vous supplie de daigner m’accorder si vous <m’en> jugez digne.}

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