Rascunho de carta para o senhor Tiedman - ?/05/1857

De Allan Kardec para o senhor Tiedman

]Maio de 1857.[

Senhor Tiedman,

Faz algum tempo, um senhor procurou-me no escritório, num momento em que por acaso eu estava ausente. Embora não tenha deixado o nome, pensei logo no senhor, pela maneira como o descreveram. E lastimei ainda mais o desencontro porque regressei um minuto após sua partida e tinha grande desejo de o rever. Minhas ocupações não me têm permitido ir à sua casa, como várias vezes tive a intenção. Mas espero ter em breve essa satisfação.

O sucesso de O Livro e seu efeito moral não se têm desmentido. Assim julgo pelas inúmeras cartas que venho recebendo, todas testemunhando a impressão que ele produz. Só hoje já recebi cinco. Isso me obriga a manter ativa correspondência para responder às perguntas que me fazem. Muitas dessas cartas trazem informes preciosos de fatos ou comunicações espíritas. Esses materiais serão muito úteis para mim. Ao mesmo tempo, de meu lado, recolho outros e preparo trabalhos de grande importância para a realização da obra à qual me estou consagrando. Ora, quanto mais avanço, mais essa obra se engrandece e mais percebo a imensidade dos trabalhos de que ela necessita. Isto, porém, não me assusta; sei que os Espíritos me sustentam em minha tarefa. A ciência espírita é imensa como todas as ciências filosóficas; exige estudo longo, paciente, perseverante e profundas observações. Dedico-me a esse estudo com zelo infatigável, e é sem dúvida para me encorajar que os Espíritos parecem multiplicar à volta de mim os motivos de observação que se me deparam nos homens e nas coisas. Também nada se perde para mim, e o fato mais insignificante na aparência constitui um objeto de estudo que encontrará seu aproveitamento em tempo útil. Os Espíritos me disseram: “Vás caminhando, nós te apoiaremos; fica pronto para quando o momento chegar.” Pois bem! Sigo caminhando e, no caminho, vou colhendo; estou me aproximando do cimo da montanha, já descubro o horizonte ante mim e vejo o rumo a seguir para atingir o objetivo.

Rascunho de carta para o senhor Tiedman - ?/05/1857

De Allan Kardec para o senhor Tiedman

Rascunho de carta para o senhor Tiedman - ?/05/1857

De Allan Kardec para o senhor Tiedman

]Maio de 1857.[

Mr. Tiedman,

Il y a quelque temps <un> M.r est venu me demander à mon bureau dans un moment où par hasard je me trouvais absent. Quoiqu’il n’ait pas donné son nom, à la manière dont on me l’a dépeint, j’ai pensé que c’était vous, et j’ai d’autant plus regretté cette circonstance que je suis rentré une minute après votre départ et que j’avais le plus grand désir de vous voir. Mes occupations ne m’ont pas permis d’aller chez vous comme j’en ai eu plusieurs fois l’intention. J’espère que j’en serai <bientôt> dédommagé.

Le succès du Livre et son effet moral ne se démentent pas ; j’en juge par les lettres nombreuses que je reçois et qui toutes témoignent de l’impression qu’il produit ; aujourd’hui <seulement> j’en ai reçu 5. Cela m’oblige à une correspondance très active, pour répondre à toutes les questions que l’on m’adresse. Beaucoup de ces lettres contiennent des documents très précieux, sous le rapport des faits et des communications spirites. Ce sont des matériaux qui me seront fort utiles. En même temps j’en recueille de mon côté et je prépare des travaux d’une grande importance pour l’accomplissement de l’œuvre à laquelle je me suis consacré ; or plus j’avance plus cette œuvre grandit, et plus je vois l’immensité des travaux qu’elle nécessite ; mais cela ne m’effraie pas ; je sais que les Esprits me soutiennent dans ma tâche. La science spirite est immense comme toutes les sciences philosophiques ; elle exige une étude longue, patiente, persévérante et de profondes observations ; je me livre à cette étude avec un zèle infatigable, et c’est sans doute pour m’encourager que les Esprits semblent multiplier autour de moi les sujets d’observation que je puise dans les hommes et dans les choses ; aussi rien n’est perdu pour moi, et le fait le plus insignifiant en apparence est un sujet d’étude qui trouvera sa place en temps utile. Les Esprits m’ont dit: Marche, nous te soutiendrons tiens toi prêt pour quand le <moment sera> venu. Eh ! bien ! je marche, et <en> marchant je récolte ; je suis arrivé au faîte de la montagne ; je découvre l’horizon devant moi ; je vois la route à suivre pour atteindre le but.

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